Então cá estamos nós, e tão em breve não estaremos mais. Em nossos últimos dias podemos ler os olhos de cada um e enterdermos aquilo que durante anos nunca tentamos entender. Todos os dias fizemos o mesmo trajeto, cruzamos no corredor com as mesmas pessoas, murmuramos alguns olás e, mais tarde, alguns tchaus. Conhecer mesmo, muito pouco.
Nunca me aproximei realmente de muitas pessoas ali porque elas não tinham necessariamente algo em comum comigo. Agora, têm. A mesma ansiedade, o mesmo cansaço e peso nos ombros, o contentamento ou a decepção no olhar. Nos últimos anos eu nunca havia percebido que o que me iguala a todos à minha volta é ter um sonho. Sinceramente, me arrependo das muitas vezes que deixei passar por mim pessoas que poderiam ter acrescentado muito em minha vida. Acho que esse sentimento não ocorre só em mim.
Não que vá adiantar muita coisa, mas pra quem puder ler isso em tempo, gostaria de deixar meu adeus antes que nos separemos definitivamente.
Primeiramente, peço desculpas a quem sabe pouco de mim porque não me deixei conhecer. E espero que a vida nos dê outra chance cruzando nossos caminhos por aí.
Por fim, torço pra que a vida seja benevolente também com as amizades que não foram reforçadas por falta de tempo, pois seria de muito agrado que daqui pra frente o tempo nunca falte pra esse tipo de coisa.
As amizades construídas ao longo desses anos, que durem de verdade. Ouvimos tanto por aí que amigos mesmo só se faz na faculdade. Queria que nosso caso fosse exceção. Nosso encontro mudou nossas vidas, e adoraria que levássemos isso conosco para os próximos anos também, nem que seja apenas no coração. Eu levarei.
''A vida é a arte do encontro''. Que o futuro nos reserve novos encontros e os velhos também.
Quando Deus constrói um laço, o amor jamais se acaba.
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