Aí você pega todos os seus planos, esperanças, algumas saudades e até medos
guarda tudo em uma caixinha e diz para si mesmo:
''Espera só mais um pouquinho. Espera porque tudo tem seu tempo.''
Mas o coração, ah! Não precisa mais esperar.
26 de novembro de 2010
18 de novembro de 2010
15 dias
Para ler ouvindo
Meus braços mal podem esperar para envolverem-se em outros braços; meus olhos para mergulharem em outros olhos; meus lábios para tocarem mais uma vez os únicos lábios que gosto de sentir.
E meu coração anseia para que os próximos 21600 minutos sejam os mais breves possíveis, para então sossegar e cessar o chorinho baixo antes de dormir.
Cessar de uma vez por todas as 7 letras que, se por um lado angustiam, por outro fazem com que me sinta plena, porque encontrei o que eu queria.
15 dias e uma palavra que significam o mesmo se penso em você: Saudade.
.
15 de novembro de 2010
Antes do Adeus
Então cá estamos nós, e tão em breve não estaremos mais. Em nossos últimos dias podemos ler os olhos de cada um e enterdermos aquilo que durante anos nunca tentamos entender. Todos os dias fizemos o mesmo trajeto, cruzamos no corredor com as mesmas pessoas, murmuramos alguns olás e, mais tarde, alguns tchaus. Conhecer mesmo, muito pouco.
Nunca me aproximei realmente de muitas pessoas ali porque elas não tinham necessariamente algo em comum comigo. Agora, têm. A mesma ansiedade, o mesmo cansaço e peso nos ombros, o contentamento ou a decepção no olhar. Nos últimos anos eu nunca havia percebido que o que me iguala a todos à minha volta é ter um sonho. Sinceramente, me arrependo das muitas vezes que deixei passar por mim pessoas que poderiam ter acrescentado muito em minha vida. Acho que esse sentimento não ocorre só em mim.
Não que vá adiantar muita coisa, mas pra quem puder ler isso em tempo, gostaria de deixar meu adeus antes que nos separemos definitivamente.
Primeiramente, peço desculpas a quem sabe pouco de mim porque não me deixei conhecer. E espero que a vida nos dê outra chance cruzando nossos caminhos por aí.
Por fim, torço pra que a vida seja benevolente também com as amizades que não foram reforçadas por falta de tempo, pois seria de muito agrado que daqui pra frente o tempo nunca falte pra esse tipo de coisa.
As amizades construídas ao longo desses anos, que durem de verdade. Ouvimos tanto por aí que amigos mesmo só se faz na faculdade. Queria que nosso caso fosse exceção. Nosso encontro mudou nossas vidas, e adoraria que levássemos isso conosco para os próximos anos também, nem que seja apenas no coração. Eu levarei.
''A vida é a arte do encontro''. Que o futuro nos reserve novos encontros e os velhos também.
Quando Deus constrói um laço, o amor jamais se acaba.
Nunca me aproximei realmente de muitas pessoas ali porque elas não tinham necessariamente algo em comum comigo. Agora, têm. A mesma ansiedade, o mesmo cansaço e peso nos ombros, o contentamento ou a decepção no olhar. Nos últimos anos eu nunca havia percebido que o que me iguala a todos à minha volta é ter um sonho. Sinceramente, me arrependo das muitas vezes que deixei passar por mim pessoas que poderiam ter acrescentado muito em minha vida. Acho que esse sentimento não ocorre só em mim.
Não que vá adiantar muita coisa, mas pra quem puder ler isso em tempo, gostaria de deixar meu adeus antes que nos separemos definitivamente.
Primeiramente, peço desculpas a quem sabe pouco de mim porque não me deixei conhecer. E espero que a vida nos dê outra chance cruzando nossos caminhos por aí.
Por fim, torço pra que a vida seja benevolente também com as amizades que não foram reforçadas por falta de tempo, pois seria de muito agrado que daqui pra frente o tempo nunca falte pra esse tipo de coisa.
As amizades construídas ao longo desses anos, que durem de verdade. Ouvimos tanto por aí que amigos mesmo só se faz na faculdade. Queria que nosso caso fosse exceção. Nosso encontro mudou nossas vidas, e adoraria que levássemos isso conosco para os próximos anos também, nem que seja apenas no coração. Eu levarei.
''A vida é a arte do encontro''. Que o futuro nos reserve novos encontros e os velhos também.
Quando Deus constrói um laço, o amor jamais se acaba.
1 de novembro de 2010
Borboletas e furacões
Gosto de acreditar que há mais gente nesse mundo que também se pega às vezes pensando nos mistérios que regem nossos caminhos. E se tem uma palavra que poderia resumir todo o propósito de eu ter criado esse blog é acaso, responsável por grande parte das minhas perguntas sem respostas. Não é a primeira vez que fico divagando sobre isso em textos, é verdade. Talvez, porém, eu ainda não compreendesse as dimensões de uma lei maior que qualquer vontade humana.
Não digo que hoje sou mais esperta, que captei todas manhas, que entendo perfeitamente os sistemas da natureza. Mas devo reconhecer que nem que eu viva 800 mil anos só de estudos, um dia possa dizer ''não existe Deus''. Antes que alguém comece a achar isso tudo muita abobrinha, vou explicar.
Eu mesma não tinha me atentado anteriormente que tudo o que tenho escrito tende a um único assunto: destino. Então comecei a procurar uma razão para isso. Percebi que começou em junho, quando tudo deu muito errado de uma só vez. Nem foi há tanto tempo, se for pensar, mas quando lembro me parece uma época longíqua e sombria. Trocando conversinhas por aí, cheguei a ouvir algo lindo, que eu receberia uma bênção em breve, que tinha algo especial reservado unicamente para mim, mas surgiria quando eu menos esperasse. Claro que foi inevitável não associar isso com vestibular. Até aí estava satisfeita, afinal, isso vinha sendo o foco de todas as minhas orações. O que eu não esperava era que tal dádiva viria não na forma de cifrões, de bons resultados no Enem ou entendimentos familiares. Viria na forma de alguém.
Aí comecei a me perguntar: e se...?
E se eu nunca tivesse tido aquelas decepções no mês de junho?
E se no mês seguinte eu não tivesse viajado buscando me distrair?
E se eu não tivesse aceito o convite pra sair naquela noite?
E se eu não tivesse dito ''quero sentar lá na frente''?
E se eu nunca sequer tivesse olhado para a minha esquerda?
Se eu fingisse que não senti uma atração inexplicável pelo que vi?
E se eu não tivesse ouvido a minha própria mãe?
Meu Deus, o que teria acontecido?
E cheguei à uma conclusão. Teria acontecido exatamente tudo o que aconteceu.
E se no fim das contas ao matar uma borboleta nunca seja causado um furacão do outro lado do mundo?
E se o furacão aconteceu porque tinha que acontecer, estando a borboleta viva ou morta?
E se era o destino da borboleta morrer?
Qualé a dessa Teoria do Caos, afinal?
Dizer que alguns resultados são instáveis e imprevisíveis e que estão em função de diversas variáveis é o mesmo que dizer que estão sujeitos ao acaso. Mas e se o acaso fosse, no fim das contas, um resultado determinado? Sinceramente, começo a pensar que é.
E aí começar a viajar nas inúmeras possibilidades do que teria acontecido se eu, você ou o fulano não tivéssemos feito isso ou aquilo... é bobagem.
De uma coisa fico a cada dia mais certa: existe alguém - ou algo - que sabe bem do que precisamos, e o guarda para o momento ideal. Costumo chamar isso de Deus.
Pois é, quando nada mais parecia promissor, quando o futuro parecia não animar, encontrei aquilo que mencionaram que seria especial. A melhor coisa que poderia ter acontecido, e é difícil explicar em simples letrinhas tamanha satisfação que sinto.
E quaisquer que fossem as escolhas ou caminhos tomados, o resultado seria o mesmo. Porque se fosse essencial que eu tivesse o conhecido, todos os meus caminhos me trariam até aqui.
Se ninguém entendeu o que quis dizer com tudo isso, desisto da raça humana.
Não digo que hoje sou mais esperta, que captei todas manhas, que entendo perfeitamente os sistemas da natureza. Mas devo reconhecer que nem que eu viva 800 mil anos só de estudos, um dia possa dizer ''não existe Deus''. Antes que alguém comece a achar isso tudo muita abobrinha, vou explicar.
Eu mesma não tinha me atentado anteriormente que tudo o que tenho escrito tende a um único assunto: destino. Então comecei a procurar uma razão para isso. Percebi que começou em junho, quando tudo deu muito errado de uma só vez. Nem foi há tanto tempo, se for pensar, mas quando lembro me parece uma época longíqua e sombria. Trocando conversinhas por aí, cheguei a ouvir algo lindo, que eu receberia uma bênção em breve, que tinha algo especial reservado unicamente para mim, mas surgiria quando eu menos esperasse. Claro que foi inevitável não associar isso com vestibular. Até aí estava satisfeita, afinal, isso vinha sendo o foco de todas as minhas orações. O que eu não esperava era que tal dádiva viria não na forma de cifrões, de bons resultados no Enem ou entendimentos familiares. Viria na forma de alguém.
Aí comecei a me perguntar: e se...?
E se eu nunca tivesse tido aquelas decepções no mês de junho?
E se no mês seguinte eu não tivesse viajado buscando me distrair?
E se eu não tivesse aceito o convite pra sair naquela noite?
E se eu não tivesse dito ''quero sentar lá na frente''?
E se eu nunca sequer tivesse olhado para a minha esquerda?
Se eu fingisse que não senti uma atração inexplicável pelo que vi?
E se eu não tivesse ouvido a minha própria mãe?
Meu Deus, o que teria acontecido?
E cheguei à uma conclusão. Teria acontecido exatamente tudo o que aconteceu.
E se no fim das contas ao matar uma borboleta nunca seja causado um furacão do outro lado do mundo?
E se o furacão aconteceu porque tinha que acontecer, estando a borboleta viva ou morta?
E se era o destino da borboleta morrer?
Qualé a dessa Teoria do Caos, afinal?
Dizer que alguns resultados são instáveis e imprevisíveis e que estão em função de diversas variáveis é o mesmo que dizer que estão sujeitos ao acaso. Mas e se o acaso fosse, no fim das contas, um resultado determinado? Sinceramente, começo a pensar que é.
E aí começar a viajar nas inúmeras possibilidades do que teria acontecido se eu, você ou o fulano não tivéssemos feito isso ou aquilo... é bobagem.
De uma coisa fico a cada dia mais certa: existe alguém - ou algo - que sabe bem do que precisamos, e o guarda para o momento ideal. Costumo chamar isso de Deus.
Pois é, quando nada mais parecia promissor, quando o futuro parecia não animar, encontrei aquilo que mencionaram que seria especial. A melhor coisa que poderia ter acontecido, e é difícil explicar em simples letrinhas tamanha satisfação que sinto.
E quaisquer que fossem as escolhas ou caminhos tomados, o resultado seria o mesmo. Porque se fosse essencial que eu tivesse o conhecido, todos os meus caminhos me trariam até aqui.
Se ninguém entendeu o que quis dizer com tudo isso, desisto da raça humana.
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