20 de abril de 2010

Uma nova chance - parte 2

Hoje essa música me quebrou as pernas, embora eu não tenha deixado de rir.



“O que você ganha quando beija um cara?
Você ganha germes suficientes pra pegar pneumonia
Depois de pegar ele nunca vai te ligar
Eu nunca me apaixonarei novamente.”


Resultado do dia:
Dez a zero, e não se fala mais nisso.

10 de abril de 2010

Divagações de uma vestibulanda angustiada

Como de praxe, eu ando muito reflexiva. Mas ainda mais reflexiva que antes. Acredito que isso seja perfeitamente normal entre os jovens, principalmente os que se encontram num contexto pré-vestibular.

Mas cara, que merda. Eu me revolto demais.
Há menos de dois anos, no meu antigo blog, escrevi algo sobre a questão da liberdade e etc., baseada na lavagem cerebral que o filme “Into the Wild” fez nessa minha cabecinha sonhadora. Aliás, quem nunca viu deveria ver, a-no-te.
Mas enfim, eu poderia vir aqui meter a boca no sistema de educação do país, dizer que me recuso a pagar 3 mil conto por mês por um curso de Medicina e que o processo de seleção para ingressar em universidades federais é um estupro mental. E ta, eu seria mais uma boboca dentre tantos. Mas ainda assim sinto uma necessidade enorme em desabafar, contar que estou enlouquecendo completamente, que tenho sonhado muito com contas matemáticas enquanto durmo e que toda essa porcaria eu faço sem saber o por quê. E minha maior raiva é saber que durante minha vida inteira eu tive certeza do curso ideal pra mim e hoje tenho tantas dúvidas que fica quase impossível tomar alguma decisão.
Eis então minha revolta: não basta ser jovem, ter tantas ambições, tantos planos, tantas dúvidas, tantas modificações, certezas, conflitos internos e etc, esse caminho pelo qual terei que passar chega a ser uma enorme tortura psicológica.
Então, enquanto essas perguntas me assombram, e assombram mais uma galera também, eu procuro não esquecer das pequenas alegrias de que a vida é feita. Essa semana, prestes a ter um surto, uma convulsão ou sei lá o que, atirei a apostila pra bem longe, vesti uma roupa bacana e fui passear. Perdi, sim, boas horas de estudo, mas não trocaria por nada o dia lindo que fazia fora das paredes do quarto, o sol que me aquecia quando batia um ventinho gelado, senhorinhas passeando com seus cães, mães passeando com seus filhos, a piazada de skate, minha antiga professora me observando de longe com cara feia, o açougueiro simpático, minha vizinha com seus trocentos gatos, enfim... a vida acontecendo.
(Uma paisagem um tanto quanto bucólica, eu diria.)
Não posso abrir meu direito de tomar um ar fresco, de ter meu lazer, de comprar mentos todo dia na panificadora da esquina, de passear com meu cachorro no museu, andar de roller no parque, de acender um incenso e não fazer absolutamente na-da. E você, caro, vestibulando ou não, nunca deixe de fazer o mesmo. Pule de pára-quedas quando puder, viaje com pouco dinheiro e uma mochila (te invejarei se conseguir), todos esses sonhos absurdos e extremistas, ou então contente-se com um passeio pelo bairro mesmo, e assim como eu vai descobrir quantas pessoas interessantes vivem perto de você, passam pelas mesmas ruas, compram pão nos mesmo lugares, freqüentam as mesmas praças. Vai encontrar uma espécie de pássaro que nunca tinha visto, um brotinho crescendo no concreto, uma cigarra envolvida pela seiva, talvez o amor da sua vida (eu preciso admitir que esses dias cheguei a pensar isso enquanto voltava pra casa).
O mundo em que vivemos não nos permite enxergar o sagrado de cada momento de paz consigo mesmo. O mundo de pressas, formalidades, por demais regulamentado. O ingresso nesse mundo é quase inevitável, mas faça um favor a si mesmo e o atrase o quanto puder.


Ou ao menos tenha certeza de alguma coisa e não seja uma perdida como quem vos fala.
Perdida, confusa e cheia de minhoquinhas na cabeça, ao menos tenho muito riso pra gastar por aí.

“Ninguém deveria se levar tão a sério como tantos anos pela frente para andar na linha.”

Mark Hoppus

6 de abril de 2010

Dicas para um outono gelado

Hoje foi aquele susto quando o despertador tocou, preguiçosamente você abriu os olhos e esticou uma das pernas para fora da cama. De repente, um “AAH QUE FRIO PQP”. Neste 6 de abril, o curitibano foi pego de surpresa, com uma queda brusca de temperatura e sensação térmica de 4°C. Então, caríssimo, segue algumas dicas pra você, que não sabe o que fazer neste entediante iglu:



- Alugue um filme do Sherlock Holmes das antigas, tipo “O Cão de Baskerville”
- ...ou alugue qualquer filme que der na telha.
- Aproveite as promoções de cinema.
- Experimente miojo com requeijão e queijo ralado.
- Passeie pelo seu bairro e sinta o sol.
- Tente olhar fixamente para a nuca de alguém que caminha na sua frente, e veja quanto tempo leva para ele olhar para trás.
- Organize seu guarda-roupa.
- Arrume um paquera pra te fazer companhia e esquentar suas mãos (e coração, oouun)
- Dance como um idiota ao som de “Dancing with myself”.
- Leia um livro que não seja Garota Infernal e deixe de ser babaca diversifique sua bagagem cerebral. Minha dica: Agatha Christie. Seus enredos são inteligentes e de fácil leitura.
- Se enrole num cobertor e solte pum.
- Conheça esses caras:


Two door cinema club
http://www.youtube.com/watch?v=bJDCMth8poM&feature=related


Paz e bem a todos!

Carta dos 695 dias

“Tanto tempo passou e tanta água rolou, numa dessas, quem diria, que te vi.

Hoje você me força a procurar outros braços quaisquer que não os teus, isso porque não poderia eu correr para braços cujo dono é filho da pressa. E pra que pressa?
Eu já quis te pedir para que insistisse um pouco mais, e abusasse de sua paciência quando se confrontasse com minha resistência. Devia ter pedido. E é só mais uma das tantas coisas que poderia ter lhe falado.
Eu nunca te disse que guardo uma foto que você nunca viu.
Eu nunca te disse também que você é bem mais fotogênico que eu.
Eu nunca te disse, mas acho que o vermelho lhe cai muito bem.
Eu nunca te disse, mas eu entendo muito pouco de Quiromancia (pesquise no Google).
Uma vez eu menti não ter reparado nos teus traços.
Bem, eu nunca te disse, mas os conheço tão bem que seria capaz de reproduzi-los facilmente numa folha de caderno durante uma aula de Geopolítica.
Eu nunca te disse, mas já ouvi que sou uma versão feminina de você, e até hoje não entendi em que sentido eles me disseram isso.
Eu nunca te disse, mas você me faz chorar de rir.
Eu nunca te disse, mas também sinto nervosismo, embora você pense que não.
Eu nunca te disse, mas já senti ciúmes uma vez.
Eu nunca te disse que você tem cheiro de travesseiro limpo.
Eu nunca te disse que seu sotaque é engraçadinho.
Eu nunca te disse que admiro seu bom-humor.
Eu nunca te disse que me sinto à vontade com você.
Nunca te disse isso ou aquilo...


Há pouco menos de dois anos, tenho certeza de que foi quando te vi pela primeira vez, atravessando a rua enquanto eu passava de carro, e eu sequer te conhecia.
Eu nunca te disse, mas desde esse dia que penso em você.”

2 de abril de 2010

Uma nova chance - parte 1

Bem, eu preciso admitir que fui um pouco dura comigo mesma e com o restante da população terrestre em meu ultimo post. Então decidi considerar alguns fatores e coisa e tal e dar uma chance. Sendo assim, a partir de agora irei relatar, aqui, como são minhas experiências diárias em busca daquilo que eu andei escrevendo e dizendo por ai que não existe mais.


Recentemente eu presenciei o término de um relacionamento de um casal que eu jurava que duraria muito tempo. Eu fiquei abalada ao ver menina chorar tanto, vi seus olhos inchados por dias seguidos, e quanto a isso, vi que o cara não parecia se importar. Eu pensei comigo “Aha! Ta ai a prova da frieza masculina, do egoísmo e da insensibilidade!”. Um a zero.
Poucos dias depois, vi ele chorar ao abraçá-la e pedir sinceramente desculpas. Eu vi o quanto ele se importava com ela. Eu estava enganada. Empate.


Há algumas semanas, por conta de inúmeros problemas familiares, pessoais e etc, eu tive meus 15 minutos de “ninguém se importa comigo mimimi’’. Infelizmente descontei nas pessoas erradas. Mas apesar de minha chatice, minha bipolaridade – dizem que geminianas são bipolares – e minha teimosia, essas pessoas foram as que me procuraram, me abraçaram e juraram estar sempre ao meu lado. Eu fico pensando, se elas ainda me agüentam, deve ser porque realmente gostam muito de mim. Amizade verdadeira existe, e isso também é amor . Dois a um.


Hoje minha avó passou mal e foi levada ao hospital. Nada de grave, graças a Deus, mas meu avô não parou um segundo. Eu vejo na carinha dele a angústia estampada, preocupado com a “santa véia”. E mais uma vez fico pensando com meus botões, como pode depois de tantos anos, haver tanta ternura, tanto carinho entre duas pessoas? A gente sabe que paixão não existe mais, mas amor tem e de sobra. Três a um.


Porém hoje vi algo que não gostei nem um pouco. Acordei hoje a centenas de quilômetros da minha casa, e senti saudade de uma coisinha que sempre deixava por perto, em cima da escrivaninha ou no criado mudo. Mas não trouxe comigo desta vez. Eu esqueci de propósito. Infelizmente, graças a tecnologia esquecimentos não são possíveis, e é ai que a gente acaba vendo o que não quer. Três a dois.


Enfim, este é um relato de situações e observações feitas nos últimos dias. O que eu espero? Que não volte a empatar. E que em meu próximo relato eu possa dizer que estava enganada quanto a minha última observação.


Abraços.