Não, o dia não está feio. Ninguém morreu. Não estou doente. O céu ta azul e o mar ta lindo. E ainda assim, o coração insiste em dizer que tudo está errado.
Que dor é essa que queima meu peito e tira as cores da minha vista?
Esse nó na garganta que impede o ar de encher meus pulmões...
Continuo sentada, esperando que alguma coisa mude enquanto a vida acontece lá fora e se torna cada vez mais difícil ser alguém.
E não há quem - ainda que cheio de vontade - que cale o meu soluço.
Ou tem. Deve ser isso que dói.
Dor de ausência, de falta, de pedir colo.
Dor que consome quem sou, tira a fome e o sono e umedece os olhos.
Eu tanto sonho em ir pra qualquer outro lugar, te levar pra onde ninguém possa me privar do seu coração e onde nenhuma preocupação possa sufocar nosso riso.
Deixem-me ir até você...
''Let me take you down
9 de fevereiro de 2011
8 de fevereiro de 2011
Um Lar
Vista para o mar, entes queridos, sorvete fim de tarde, água cristalina, ver o pôr-do-sol da varanda ou da piscina. Cheiro de café, ensaios musicais, fazer artesanato, dar voltas na orla, pescar, ler o livro preferido, ouvir a chuva, tirar fotos ensaiadas e brincar de ser feliz.
Não. É mais.
Dividir meu café e o violão, cantarolar quando chove, contar o final do livro, passear toda tarde, o sol se pondo e assistindo a nós. Brevemente, ser feliz.
Um lar. Dormir tranquilamente, sorrir exageradamente, sinceridade sem medo, alento e sossego. Paz sem culpa, tristeza sem volta, abraço apertado, amor sem medidas.
O meu, seu coração.
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