9 de fevereiro de 2011

Strawberry fields

Não, o dia não está feio. Ninguém morreu. Não estou doente. O céu ta azul e o mar ta lindo. E ainda assim, o coração insiste em dizer que tudo está errado.
Que dor é essa que queima meu peito e tira as cores da minha vista?
Esse nó na garganta que impede o ar de encher meus pulmões...
Continuo sentada, esperando que alguma coisa mude enquanto a vida acontece lá fora e se torna cada vez mais difícil ser alguém.
E não há quem - ainda que cheio de vontade - que cale o meu soluço. 
Ou tem. Deve ser isso que dói.




Dor de ausência, de falta, de pedir colo.
Dor que consome quem sou, tira a fome e o sono e umedece os olhos.
Eu tanto sonho em ir pra qualquer outro lugar, te levar pra onde ninguém possa me privar do seu coração e onde nenhuma preocupação possa sufocar nosso riso.
Deixem-me ir até você...


''Let me take you down
'cause I´m going to Strawberry Fields
nothing is real
and there's nothing to get hung about
Strawberry Fields forever ''





8 de fevereiro de 2011

Um Lar


Vista para o mar, entes queridos, sorvete fim de tarde, água cristalina, ver o pôr-do-sol da varanda ou da piscina. Cheiro de café, ensaios musicais, fazer artesanato, dar voltas na orla, pescar, ler o livro preferido, ouvir a chuva, tirar fotos ensaiadas e brincar de ser feliz.


Não. É mais.
Dividir meu café e o violão, cantarolar quando chove, contar o final do livro, passear toda tarde, o sol se pondo e assistindo a nós. Brevemente, ser feliz.
Um lar. Dormir tranquilamente, sorrir exageradamente, sinceridade sem medo, alento e sossego. Paz sem culpa, tristeza sem volta, abraço apertado, amor sem medidas.


O meu, seu coração.