5 de junho de 2010

Então, adeus

Hoje acordei assustada, tive um pesadelo horrível. Sonhei que você ia embora para reconfortar-se em outros braços. Sonhei que ficava esperando por você, mas não recebia nenhum sinal de sua existência. Sonhei que chorava ao telefone enquanto você dizia “Desculpe, mas é a verdade”. Sonhei que o chão se abria sob meus pés. Então acordei, confusa.

Pela janela do quarto, vi que hoje fazia um dia lindo e ensolarado, apesar de frio, ao contrario de sexta, chuvoso e deprimente. Pensei em te ligar para aproveitarmos o dia juntos. Mas não encontrei seu número na minha lista de contatos. Suas mensagens também sumiram. Procurei por outras pistas, como as músicas que me mandou. Também desapareceram, exceto uma: I hate everything about you.
Meu desespero aumentava. Seria possível que não fora um pesadelo?
Liguei para o primeiro número que poderia lembrar, e quem atendeu foi quem me disse: “Aconteceu, e de novo.” Eu quase não pude acreditar. Era como se eu já tivesse visto esse filme antes, com você mudando de idéia tão repentinamente. Duas situações diferentes, mas nas duas a mesma despreocupação em me magoar.
Pra que dizer que meu lugar é ao seu lado, se acredita que o seu lugar é ao lado de outro alguém?
Pra que dizer que sou insubstituível se acaba de fazer isso?
E como não é capaz de responder às minhas perguntas, tente ao menos essa: Por que você voltou?
Sinceramente, espero que ela nunca lhe faça o que acabou de fazer.


O que me resta agora é ouvir pela ultima vez a música que me faz lembrar teu nome (e você sabe disso), e então prosseguir.


“I’m here without you, but you're still with me in my dreams”

Um comentário:

  1. e no fim, o dito cujo canta:
    "I'm a loser, I'm a loser,
    And I'm not what I appear to be!
    I'm a loser, and I lost someone who's near to me"

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